Coaching x Mentoring

Olá, meus amigos!

De antemão aviso que esse post deu o maior trabalhão: Escrever sobre a área de conhecimento abordada aqui foi bem difícil em razão da minha ignorância quase que completa sobre o assunto.

De qualquer forma como me comprometi escrever sobre busquei alguns livros da área e sites específicos na internet que tratavam do assunto e cheguei a algumas conclusões que relato abaixo:

Aqui vai mais um post do Zan…

Dessa vez sobre um tema alheio ao estudo do Direito, mas intimamente ligado ao meio jurídico na atualidade, tanto para quem atua na advocacia, quanto para quem estuda para concursos.

A temática da vez aborda os “queridinhos” da gestão de pessoas: o coaching e o mentoring.

Ambos são instrumentos que atendem a uma necessidade de aprendizado, funcionando como ferramentas para o desenvolvimento de pessoas e alcance de objetivos.

A origem da utilização desses procedimentos para gestão de pessoas se deu no mundo corporativo (seja no mercado financeiro ou não), local onde notadamente há um ambiente propício à exigência de eficiência e produtividade das pessoas em termos de “trabalho” propriamente dito.

A título de ilustração posso mencionar que Jordan Belfort (o verdadeiro Lobo de Wall Street, cuja vida é adaptada no cinema por Leonardo DiCaprio) teve seu “coach” no início da carreira (no filme é o papel exercido por Matthew McConaughey) e atualmente exerce a função de “coach” de carreiras de elite, utilizando toda a bagagem construída em sua vida como forma de dividir conhecimento.

Bem, o coaching (o mais famoso, mas proporcionalmente incompreendido) “é o processo no qual uma pessoa utiliza-se da assistência de um profissional para alcançar objetivos. Isso acontece por meio da tomada de decisão e mudança de hábitos.” Retirei esse conceito do site da minha referência mais próxima sobre coaching: Cecília Barreto: site da Ciça.

De uma maneira geral, um programa de coaching envolverá um número limitado de reuniões entre o “coach” e o “coachee”, além de um prazo certo e determinado para alcançar o objetivo traçado. Esse objetivo não tem que ser obrigatoriamente sobre a vida profissional do cliente, podendo abordar também questões pessoais.

Além disso, o “coach” não dirá exatamente o que o “coachee” deverá fazer chegar ao seu alvo, mas sim viabilizar um processo de comunicação (perguntas x respostas) no qual o próprio “cliente” chegue lá.

Por fim, o “coach” não precisa necessariamente já ter vivido os “problemas” pelos quais está passando o seu cliente, de modo que até mesmo uma pessoa sem experiência numa área pode ser um excelente “coach” (essa característica do coaching é muito importante ter sempre em mente).

Por outro lado, o mentoring (segmento da área de gestão de pessoas com um pouco menos de fama), apesar de poder tratar do lado pessoal da vida do cliente, tem como sua essência o lado profissional. Como o próprio nome da ferramenta induz, o mentoring terá de um lado o mentor e do outro o mentorado.

Com efeito, conceitualmente esse instrumento funciona através de um processo de orientação no qual o mentor é uma pessoa que necessariamente possui boa experiência no campo profissional do cliente, compartilhando informações num modelo de tutoria (como um “mestre”) na posição de alguém que já obteve sucesso naquilo que se propôs a fazer.

O mentoring não possui qualquer limite de sessões ou prazo certo e determinado para encerrar, podendo tanto finalizar quando o cliente já puder andar com as próprias pernas ou quando o objetivo for alcançado.

No mais das vezes essas duas ferramentas vão ser utilizadas em conjunto, mas também servem a um propósito quando também são adotadas em separado. A título de exemplo posso citar o filme Karatê Kid, cujo enredo se desenrola numa relação entre Daniel San e Kesuke Miyagi (Mestre Miyagi): o Mestre Miyagi exerce tanto a função de “coach” quanto de mentor de Daniel San.

Ultrapassada a apresentação de cada um dos instrumentos, fica no ar o questionamento: “Sim, e daí? O que isso tem a ver com concurso público por exemplo?”

As duas ferramentas foram transportadas para o meio jurídico e para a área do concurso público, sendo constantemente utilizadas de uma maneira confusa (para não dizer charlatanista), de modo que esse post também tem como objetivo esclarecer as coisas.

Responderei com um relato do que aconteceu comigo:

Ano passado quando cheguei à prova oral do concurso de Procurador da Fazenda Nacional estava bastante desorientado sobre o que deveria fazer a partir daquele momento: foi então que uma colega me aconselhou procurar o “coach” Ricardo Melo.

Ricardo tinha acabado de passar no concurso para Procurador da República (MPF) e exercia o cargo de Advogado da União, além de já ter passado em vários outros concursos de alto nível de dificuldade. Resumindo bem: ele era o cara que podia exercer a função de meu tutor/mentor para a minha tarefa de passar na temida prova oral.

Pois então Ricardo estabeleceu para mim algumas tarefas para melhorar minha relação com o desafio de fazer a prova e também dividiu comigo as experiências que ele passou na vida de concurseiro. Ou seja, Ricardo foi tanto “coach” quanto mentor.

Poucos meses depois de ter passado na prova oral e como consequência no concurso da PFN como um todo, uma amiga me procurou para que eu a ajudasse a estudar para concurso, de modo que ela queria que eu fosse “coach” dela. Mesmo não sabendo bem o que deveria ser um serviço de “coaching”, eu assumi essa função e aparentemente foi bem sucedido pois desde o ontem cerca de 20 (vinte) pessoas me procuraram e já cheguei a trabalhar individualmente com 7 (sete) ao mesmo tempo.

Hoje estou acompanhando 5 (cinco) pessoas.

O mais engraçado disso tudo é que sempre tive dificuldade para conceituar o que eu fazia, pois tinha plena certeza que eu não oferecia serviço de “coaching”, motivo pelo qual tentei pesquisar sobre o assunto e cheguei à conclusão de que a minha atividade se aproxima muito de um mentoring.

Faço questão de ressaltar que nunca fiz propaganda dessa atividade que exerço desde fevereiro, tendo todas as pessoas me procurado após indicação de terceiros.

Com o universo do concurso público cada vez mais competitivo eu acredito que tanto um serviço quanto o outro pode ser essencial para a aprovação de um candidato. O importante, porém, é saber se realmente é necessário recorrer a algum dos dois mecanismos, depois disso qual escolher ou como mesclar os dois se for o caso.

Se você tiver alguma dúvida deixe um comentário aqui ou mande e-mail para mim!

Valeu, amigos

Até a próxima

2 comentários em “Coaching x Mentoring”

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